Características moleculares e qualidade de complexos cumulus-ovócito de doadoras de diferentes genótipos no verão e inverno.

Nome: Izabelle Pereira de Lacerda
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 13/02/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
José de Oliveira Carvalho Neto Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Carla Braga Martins Examinador Externo
José de Oliveira Carvalho Neto Orientador
Maria Clara Caldas Brussieri Examinador Externo

Resumo: A produção in vitro de embriões (PIVE) é uma biotecnologia importante para auxiliar na disseminação da genética de animais de interesse zootécnico, resultando em maior produtividade do rebanho. Entretanto, animais Bos taurus apresentam pior resultado na PIVE em relação aos Bos indicus em condições de clima tropical, possivelmente por serem mais suscetíveis ao estresse e apresentarem metabolismo diferente, o qual pode influir de forma negativa na competência dos ovócitos. Deste modo, o objetivo deste trabalho foi quantificar a abundância de mRNA de genes relacionados ao estresse térmico (HSPA5), estresse oxidativo (SOD2, GPX3), metabolismo de glicose (SLC2A3) e apoptose (CASP3, FOSL1) em ovócitos e células do cumulus (CC) de doadoras das raças Gir (n=10), Holandês (n=7) e ½ Sangue Gir-Holandês (n=12) ao final das estações de verão e inverno. Para isto, cada doadora foi submetida à 4
sessões consecutivas de aspiração folicular (OPU) com 72 horas de intervalo entre elas. Após a OPU, os complexos cumulus-ovócito (COCs) foram classificados de acordo com qualidade (graus 1, 2, 3 e 4) sendo os graus 1 e 2, e suas respectivas CC utilizados para análise molecular. A expressão dos genes SLC2A3, HSPA5, SOD2 e FOSL1 para CCs e ovócitos, GPX3 para CCs e CASP3 para ovócitos foi quantificada por PCR em tempo real. Animais zebuínos e mestiços apresentaram maior média de COCs viáveis recuperados (3,3±0,3 e 3,6±0,6, respectivamente) em relação aos taurinos (1,3±0,3). A estação de inverno provocou redução na média de COCs totais em zebuínos (7,5±0,7 vs. 5,9±0,9) e mestiços (17,8±3,4 vs. 11,2±0,5), em quanto o verão foi prejudicial para taurinos (2,7±0,9 vs. 4,2±1,9). Com relação a expressão dos
genes, as estações do ano não apresentaram efeito sob nenhuma das raças. Ao avaliar a diferença na expressão dos genes entre as raças, independente da estação do ano, os genes HSPA5 e SLC2A3 em ovócitos apresentaram maior expressão em Holandês em relação aos ovócitos de doadoras ½ sangue Gir-Holandês. Para as CC não foi observada diferença na expressão dos genes entre as raças. Conclui-se que a estação do ano apresenta influência na quantidade de COCs recuperados, mas não na expressão de genes relacionados ao estresse. Além disso, ovócitos de animais taurinos apresentam maior expressão de genes relacionados ao estresse em relação às outras raças, sem que haja diferença na expressão desses genes em células do cumulus.

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