ANÁLISE ESPAÇO-TEMPORAL DE FASCIOLOSE EM RUMINANTES NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Nome: PEDRO CLEMENTE PEREIRA PINHEIRO
Data de publicação: 21/02/2025
Orientador:
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Papel |
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ISABELLA VILHENA FREIRE MARTINS | Orientador |
Banca:
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DIRLEI MOLINARI DONATELE | Examinador Interno |
ISABELLA VILHENA FREIRE MARTINS | Presidente |
MILENA BATISTA CARNEIRO | Examinador Externo |
Resumo: PINHEIRO, PEDRO CLEMENTE PEREIRA. Análise espaço-temporal de fasciolose em ruminantes no estado do Espírito Santo. 2025. Dissertação (Mestrado em Ciências Veterinárias) - Centro de Ciências Agrárias e Engenharias - CCAE, Universidade Federal do Espírito Santo - UFES, Alegre, ES, 2025. RESUMO: A fasciolose é causada pelo trematoda Fasciola hepatica, que possui distribuição
mundial e acomete vias biliares e parênquima hepático de diversas espécies de mamíferos, em especial os ruminantes, e a espécie humana, configurando a doença como zoonose e gerando risco a saúde pública mundial. No Brasil, a enfermidade é
tida como endêmica para algumas regiões, principalmente Sul e Sudeste, com destaque para elevadas taxas de frequência em ruminantes no estado do Espírito Santo. Neste sentido, o presente estudo, teve como objetivo realizar uma análise espaço-temporal de fasciolose em ruminantes no estado do Espírito Santo, no período de 2018 a 2023, a partir de mapas de abates realizados pelo Serviço de Inspeção Estadual (SIE) e Serviço de Inspeção Federal (SIF). Os dados utilizados para realização foram obtidos de mapas nosográficos referentes a abatedouros localizados em municípios do estado. Para estatística, foi realizada análise de regressão linear referentes aos abatedouros frigoríficos submetidos ao SIE. Para realização da distribuição espacial das notificações de fasciolose em ruminantes para cada abatedouro frigorífico analisado, foram representadas na elaboração de mapas pelo programa QGIS 3.28.1, por meio de dados de bases geográficas disponibilizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As frequências médias anuais da fasciolose bovina referente aos animais abatidos sob SIF para os anos de 2021, 2022 e 2023 foram de 0,5%, 0,9% e 0,93%, respectivamente, com uma frequência média de 0,829%. Para os abatedouros de responsabilidade do SIE, foram abatidos 36.856 bovinos entre 2018 e 2023, representando frequência de 5,53% de fasciolose. Considerando os animais abatidos tanto para o SIF quanto para o SIE, entre 2018 a 2023, dos 887,399 bovinos abatidos, 38.689 apresentavam diagnóstico positivo para a doença, representando frequência de 4,35%. Numa análise de 2006 a 2023 um abatedouro da região Sul apresentou média de 19,65% de frequência de fasciolose em bovinos. Para abates de bubalinos foram registradas altas taxas da doença, chegando a frequências de 66,66% e 59,64%, para anos de 2022 e 2023,
respectivamente em abatedouro do Sul do estado, o que também ocorreu com ovinos em 2023, com frequência de 18,18%. Não houve abate em caprinos no período do estudo. O estudo concluiu que o estado do Espírito Santo demonstra alta frequência
de fasciolose em ruminantes, destacando-se a região Sul com os maiores índices de frequência em bovinos, bubalinos e ovinos abatidos, reforçando a necessidade de medidas de controle para a enfermidade na região, minimizando os riscos à saúde
pública como consequência.