INFLUÊNCIA das Endometrites nas Estruturas Ovarianas E qualidade Oocitária de Bovinos

Nome: Larissa Marchiori Sena
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 22/02/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Carla Braga Martins Orientador
José de Oliveira Carvalho Neto Co-orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Carla Braga Martins Orientador
Fabrício Albani de Oliveira Examinador Interno
Fernanda de Queirós Costa Examinador Externo

Resumo: Infecções uterinas estão entre as principais causas de infertilidade em bovinos,
influenciando negativamente no desempenho reprodutivo. Assim, objetivou-se
diagnosticar endometrites clínicas (EC) e subclínicas (ES) por meio de avaliações macroscópicas, citológicas e histológicas de úteros bovinos, e avaliar sua influência sobre as estruturas e alterações ovarianas, número de oócitos recuperados, e qualidade oocitária. Foram coletados 171 tratos reprodutivos em matadouro frigorífico. As ES foram diagnosticadas por meio de citologia endometrial e identificação superior a 3% de neutrófilos, a partir da contagem de 200 células. Animais em fase estrogênica, com presença de folículo entre 12,5 e 15,5 mm de diâmetro foi considerado o percentual de 18% de neutrófilos . As EC foram identificadas pela presença de secreção uterina turva, catarral ou purulenta. O diagnóstico de EC e ES foi confirmado
na análise histopatológica pela presença de infiltrados de células inflamatórias no endométrio. Os ovários foram avaliados macroscopicamente quanto à estrutura e alterações ovarianas, sendo estas denominadas: folículo dominante (FD) (12,5 e 15,5 mm), corpo lúteo (CL), cistos ovarianos (CF) e ooforites (OF). A avaliação da qualidade oocitária foi realizada de acordo com o número de camadas de células do cumulus e aspecto do citoplasma, sendo classificados como: grau I (GI), grau II (GII), grau III (GIII) e grau IV (GIV). Os resultados foram submetidos à estatística descritiva, ANOVA paramétrica e ao teste de Tukey. Os dados não paramétricos foram analisados pelo teste de Kruskall Wallis e teste de Dunn a 5% de significância. EC estiveram presentes em 12,2% (n=14) dos animais, enquanto ES foram diagnosticadas em 4,1% (n=7) dos casos. Animais com EC e ES apresentaram FD em 28,6% (n=6) ovários, enquanto os animais saudáveis, em 30,6% (n=46). CL
estiveram presentes em 38,1% (n=8) dos animais com infecção uterina e em 42,6% (n=64) dos bovinos sadios. CF foram encontrados em 4,7% (n=1) dos animais com infecções e em 0,6% (n=1) dos animais sadios. OF foram diagnosticadas em 4,7% (n=1) dos bovinos com endometrites, e em 0,6% (n=1) dos sadios. Na análise da recuperação oocitária, animais com EC, ES e sadios apresentaram média de recuperação de 10,3±7,1, 15,0±9,6 e 10,6±8,3 oócitos/animal, respectivamente. Na avaliação da qualidade oocitária dentro de cada grupo, tanto animais sadios quanto com EC apresentaram maior incidência oócitos GIII (4,4±4,9 e 3,4±3,2), respectivamente, em relação aos demais graus de qualidade oocitária. Enquanto animais com ES apresentaram maior ocorrência de oócitos GIV (6,8±2,7). Na comparação do grau de qualidade entre animais com EC, ES e sadios, não foi observada diferença entre as taxas de oócitos GI, GII, GIII e GIV. A presença de endometrites não influenciou as estruturas e alterações ovarianas e número de oócitos
recuperados por animal. As endometrites alteraram a qualidade oocitária dentro de cada grupo, entretanto, não afetou a qualidade oocitária quando avaliada entre os grupos.

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